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quinta-feira, 25 de maio de 2017
Quinta-feira da Ascensão - o dia da Espiga
O Dia da espiga ou Quinta-feira da espiga é celebrado no dia da Quinta-feira da Ascensão com um passeio matinal, em que se colhe espigas de vários cereais, flores campestres e raminhos de oliveira para formar um ramo, a que se chama de espiga. Segundo a tradição o ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada, e só deve ser substituí...do por um novo no dia da espiga do ano seguinte.
As várias plantas que compõem a espiga têm um valor simbólico profano e um valor religioso.
Crê-se que esta celebração tenha origem nas antigas tradições pagãs e esteja ligada à tradição dos Maios e das Maias.
O dia da espiga era também o "dia da hora" e considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se devia trabalhar. Era chamado o dia da hora porque havia uma hora, o meio-dia, em que em que tudo parava, "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam". Era nessa hora que se colhiam as plantas para fazer o ramo da espiga e também se colhiam as ervas medicinais. Em dias de trovoadas queimava-se um pouco da espiga no fogo da lareira para afastar os raios.
A simbologia por detrás das plantas que formam o ramo de espiga:
Espiga – pão;
Malmequer – ouro e prata;
Papoila – amor e vida;
Oliveira – azeite e paz; luz;
Videira – vinho e alegria
Alecrim – saúde e força.
Fonte: Caminhos do Futuro
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Sabe porque se comemora a 14 de Fevereiro o Dia dos Namorados? Conheça a lenda e as tradições ....
Dia dos Namorados, uma lenda com tradição
No séc. III, o Imperador Cláudio II, querendo formar um poderoso exército romano, decidiu proibir temporariamente a celebração de casamentos para garantir que os jovens se concentrassem mais facilmente na guerra e na vida militar.
Contudo, o bispo Valentim contrariou as ordens e continuou a celebrar casamentos, agora na clandestinidade. A afronta à vontade do Imperador levou a que Valentim acabasse preso e condenado à morte.
Até à sua execução, foi recebendo flores e bilhetes (o que explica a troca de postais, cartas e presentes, hoje em dia) enviados por anónimos como demonstração de apoio e consideração pela sua conduta.
A milagrosa história de amor
A filha do carcereiro de Valentim, que era cega, movida pela curiosidade, terá pedido para o visitar no cárcere e, mal se aproximou dele, recuperou a visão. Ambos se apaixonaram um pelo outro. Numa carta escrita à sua amada, o bispo ter-se-á despedido com a expressão “do seu Valentim”, que ainda é usada na língua inglesa (“valentine“) para designar namorado.
Mas esta história não tem final feliz: ainda segundo a lenda, a ordem de execução dada por Cláudio foi cumprida e Valentim acabaria por ser decapitado num 14 de fevereiro de finais dos anos 200 (séc. III).
Em Portugal foram muitas as tradições que ao longo dos anos mantiveram viva a lenda de São Valentim....
A ‘cantarinha dos namorados’ de Guimarães Segundo a tradição, quando um rapaz se dispunha a fazer o pedido oficial de casamento oferecia primeiro à namorada uma cantarinha, moldada em barro. Se a prenda fosse aceite, estava formalizado o pedido particular, passando a depender apenas da vontade dos pais o anúncio do noivado. Uma vez dado o consentimento, a cantarinha servia então para guardar as prendas que o noivo e os pais da noiva ofereciam, designadamente peças em ouro.

A tradição dos Lenços de Namorados tem origem no Minho.
A chamada Arte dos Namorados é uma componente fundamental da arte e da cultura popular. Os Lenços de Namorados apresentam-se como a mais genuína forma poética e artística utilizada pelas moças do Minho, em idade de casar. Constituído por um quadrado de linho, ou de algodão, que a jovem bordadeira bordava a seu gosto, o lenço dos namorados fazia parte do traje típico feminino, mas tinha outra função a desempenhar: a conquista do jovem por quem se apaixonara.
Era hábito a rapariga apaixonada bordar o seu lenço e entregá-lo ao seu amado quando este se fosse ausentar. Nos lenços poderiam ter bordados versos, para além de vários desenhos, alguns padronizados, tendo simbologias próprias.
Era usado como ritual de conquista. Depois de confeccionado, o lenço acabaria por chegar à posse do homem amado, que o passaria a usar em público como modo de mostrar que tinha dado início a uma relação. Se o namorado (também chamado de conversado) não usasse o lenço publicamente era sinal que tinha decidido não dar início a ligação amorosa.
Os lenços eram bordados com erros horográficos, pois as raparigas escreviam como falavam...
Hoje em dia os namorados continuam a assinalar a data, com a troca de presentes e juras de amor eterno.....
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
Bolo Rei - a lenda - a história e a tradição
Bolo Rei - a lenda - a história e a tradição
Em dia de Reis é tradição comer-se Bolo Rei, mas sabe a
história deste bolo?
Até há bem pouco
tempo, o brinde e a fava faziam parte da tradição deste bolo, sabe porquê?
Este bolo está
carregado de simbologia, pode dizer-se que ele representa os presentes
oferecidos pelos Reis Magos ao Menino Jesus. A parte exterior dourada e
brilhante simboliza o ouro, as frutas secas e as cristalizadas representam a
mirra e o incenso está representado no aroma do bolo.
Segundo a lenda a
existência da fava no Bolo Rei, deve-se ao facto de quando os Reis Magos viram
a Estrela de Belém que anunciava o nascimento de Cristo, disputaram entre si
qual dos três teria a honra de ser o primeiro a entregar a Jesus os presentes
que levavam. Como não conseguiram chegar a um acordo e com vista a acabar com a
discussão, um padeiro confeccionou um bolo escondendo no interior da massa uma
fava. De seguida cada um dos três Magos do Oriente pegaria numa fatia. O Rei
Mago que tivesse a sorte de retirar a fatia contendo a fava seria o que
ganharia o direito de entregar em primeiro lugar os presentes a Jesus. O dilema
ficou solucionado, embora não se saiba quem foi o "ganhador": Gaspar,
Baltazar, ou Belchior.
Historicamente
falando, a versão é bem diferente. Aproveitando um inocente jogo de crianças,
os Romanos inseriram a sua prática nos banquetes durante os quais se procedia à
eleição do rei da festa, que consistia em escolher entre si um rei tirando-o à
sorte com favas, por isso designado por vezes também "rei da fava".
Esta prática era muito utilizada nos banquetes das Saturnais, festividades que
se realizavam em 25 de Dezembro, em celebração do solstício de Inverno. A
Igreja Católica - tal como aconteceu com muitas outras tradições e festas pagãs
- aproveitou o facto das Saturnais e do "jogo da fava" serem
realizados no mês de Dezembro e decidiu relacionar este último com a Natividade
e com a Epifania, ou seja, com os dias 25 de Dezembro e 6 de Janeiro, determinando
que esta última data fosse designada por Dia de Reis e simbolizada por uma fava
introduzida num bolo.
Já o
"brinde" era colocado no bolo como forma de presente. Havia quem
colocasse nos bolos pequenas adivinhas cuja recompensa seria meia libra de
ouro. Outros incluíam propositadamente as moedas de ouro na massa, como forma
de agradecimento. Com o passar do tempo o brinde passou a ser um pequeno
objecto de valor apenas simbólico.
As regras
comunitárias, vieram ditar que tanto o brinde como a fava fossem interditados e
assim desapareceram dos "Bolos Rei".
Em relação à
introdução do "Bolo Rei" em Portugal, segundo consta a receita foi
trazida de Paris pelo filho do fundador da Confeitaria Nacional de Lisboa,
Baltazar Rodrigues Castanheiro Júnior, local onde foi vendido pela primeira vez
em meados do século XIX, mais concretamente depois de 1870.
Sabe porque se comemora o Dia de Reis?
O Dia de Reis é celebrado anualmente a 6 de janeiro.
Este dia é também conhecido como Festa da Epifania. A data marca, para os católicos, o dia para a veneração aos Reis Magos, que a tradição surgida no século VIII converteu nos santos Melchior, Gaspar e Baltazar.
Tradições do Dia de Reis
Esta celebração católica está associada à tradição natalícia, que diz que três reis magos do Oriente, visitaram o Menino Jesus na noite de 5 para 6 de janeiro, depois de serem guiados por uma estrela. Os três reis magos chamavam-se Belchior, Baltazar e Gaspar e levaram de presente ao Menino Jesus, ouro, incenso e mirra.
Baltazar saiu da África, levando para o menino mirra, um presente ofertado aos profetas. A mirra é um arbusto originário desse país, onde é extraída uma resina para preparação de medicamentos.
O presente do rei Gaspar, que partiu da Índia, foi o incenso, como alusão à sua divindade. Os incensos são queimados há milhões de anos para aromatizar os ambientes, espantando insetos e energias negativas, além de representar a fé, a espiritualidade.
Melchior ou Belchior partiu da Europa, levando ouro ao Messias, rei dos reis. O ouro simbolizava a nobreza e era oferecido apenas aos deuses.
Manda a tradição que o bolo seja confecionado com um brinde e uma fava. A pessoa que lhe calhar a fava tem de oferecer o bolo no ano seguinte. (Infelizmente esta tradição já não se cumpre pois foi proibido que se colocasse a fava e o brinde nos bolos, por poderem ser ingeridos acidentalmente).
É também o dia em que se cantam as Janeiras. Por todo o país, as pessoas costumam «cantar as janeiras», «cantar os Reis» ou as «reisadas», de porta em porta. São convidadas a entrar para o interior das casas, sendo-lhes oferecidas pequenas refeições como doces, salgados, charcutarias, vinhos, etc. Neste dia eram também muito comuns os autos dos Reis Magos, peças de teatro popular.
Nesta data, encerra-se para os católicos os festejos natalícios, sendo o dia em que são retirados todos os enfeites natalícios.
Poemas do Dia de Reis
Dia de Reis
Vieram os três Reis Magos
Das suas terras distantes
Guiados por uma estrela,
Cujos raios cintilantes
Os levaram ao Deus Menino
Que, a sorrir de bondade,
Recebeu os seus presentes
E os acolheu com amizade.
Das suas terras distantes
Guiados por uma estrela,
Cujos raios cintilantes
Os levaram ao Deus Menino
Que, a sorrir de bondade,
Recebeu os seus presentes
E os acolheu com amizade.
Os Três Reis Magos
Já os três reis são chegados
À lapinha de Belém
A adorar o Deus Menino
Nos braços da Virgem Mãe.
À lapinha de Belém
A adorar o Deus Menino
Nos braços da Virgem Mãe.
Os três reis do Oriente
Vieram com grande cuidado
Visitar o Deus Menino
Por uma estrela guiados.
Vieram com grande cuidado
Visitar o Deus Menino
Por uma estrela guiados.
A linda estrela os guiou
Até à sua cabaninha
Onde estava o Deus Menino
Deitadinho na palhinha.
Até à sua cabaninha
Onde estava o Deus Menino
Deitadinho na palhinha.
Venho dar as Boas Festas
As Boas Festas d' Alegria
Que vos manda o Rei da Glória
Filho da Virgem Maria.
As Boas Festas d' Alegria
Que vos manda o Rei da Glória
Filho da Virgem Maria.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
ARRAIOLOS CONTINUA A TRANSFORMAR VELHOS VIDRÕES EM ARTE
O município de Arraiolos, Alentejo Central, conhecido particularmente pelos seus tapetes, iniciou no início deste ano uma campanha a que chamou “Arraiolos + Limpo”, acção que tem, entre outros, "o objectivo de sensibilizar a população para a importância da recolha selectiva dos resíduos urbanos." Nas primeiras acções substituiu o padrão vulgar dos vidrões por padrões da sua tapeçaria. Depois foram os temas ligados à música. Agora é o património edificado que está a ser usado por José Gandaia nos vidrões da Vila.
Fotos: Câmara Municipal de Arraiolos
domingo, 1 de janeiro de 2017
Poemas de amor (Alentejo)
Ceifeira!
Ceifeira, linda ceifeira!
Eu hei-de,
Eu hei-de casar contigo!
Lá nos cam ...
Lá nos campos, secos campos
Lá nos campos, secos campos,
À calma
À calma a ceifar o trigo,
Pela fo ...
Pela força do calor!
Ceifeira!
Ceifeira, linda ceifeira
Ceifeira, linda ceifeira,
Hás-de ser o meu amor!
Não é,
Não é a ceifa que mata,
Nem os ca ...
Nem os calores do “V’rão”!
É a é ...
É a erva unha-gata,
É a erva unha-gata,
Mais o cardo beija-mão!
Ceifeira!
Ceifeira, ó linda ceifeira
Eu hei-de casar contigo
Desfolhando o malmequer
Lembrei-me de ti um dia
Malmequer, bem me quer
Era o que a flor dizia
Fonte: Caminhos do Futuro
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
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